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Calculadora de Empréstimo

Prestação mensal, juros totais e tabela de amortização para empréstimo pessoal, crédito consignado ou financiamento de carro.

Avatar da equipe editorial QuickUse BrasilPor Equipe Editorial — Tributação e Direito Trabalhista Brasil
Revisado por em .Fontes verificadas contra 7 referências oficialis.
Baseado em 6 fontes oficiais
R$

Prestação mensal

R$ 821,76

Total pago

R$ 50.317,44

Juros totais

R$ 19.305,54

CET (Resolução BCB 4.881/2020)

25.92%

Taxa mensal aplicada: 1.8000% · Tarifas + IOF: R$ 1.011,90

Decomposição da primeira parcela

Amortização (principal)
R$ 281,76 (34%)
Juros
R$ 540,00 (66%)

Tabela de amortização

Tabela completa. A parcela de juros cai conforme o saldo devedor diminui.

MêsParcelaAmortizaçãoJurosSaldo
1R$ 821,76R$ 281,76R$ 540,00R$ 29.718,24
2R$ 821,76R$ 286,83R$ 534,93R$ 29.431,41
3R$ 821,76R$ 291,99R$ 529,77R$ 29.139,42
4R$ 821,76R$ 297,25R$ 524,51R$ 28.842,17
5R$ 821,76R$ 302,60R$ 519,16R$ 28.539,57
6R$ 821,76R$ 308,05R$ 513,71R$ 28.231,52
7R$ 821,76R$ 313,59R$ 508,17R$ 27.917,93
8R$ 821,76R$ 319,24R$ 502,52R$ 27.598,69
9R$ 821,76R$ 324,98R$ 496,78R$ 27.273,71
10R$ 821,76R$ 330,83R$ 490,93R$ 26.942,88
11R$ 821,76R$ 336,79R$ 484,97R$ 26.606,09
12R$ 821,76R$ 342,85R$ 478,91R$ 26.263,24
··· 36 months hidden ···
49R$ 821,76R$ 663,39R$ 158,37R$ 8.134,70
50R$ 821,76R$ 675,33R$ 146,42R$ 7.459,36
51R$ 821,76R$ 687,49R$ 134,27R$ 6.771,87
52R$ 821,76R$ 699,87R$ 121,89R$ 6.072,01
53R$ 821,76R$ 712,46R$ 109,30R$ 5.359,54
54R$ 821,76R$ 725,29R$ 96,47R$ 4.634,26
55R$ 821,76R$ 738,34R$ 83,42R$ 3.895,91
56R$ 821,76R$ 751,63R$ 70,13R$ 3.144,28
57R$ 821,76R$ 765,16R$ 56,60R$ 2.379,12
58R$ 821,76R$ 778,93R$ 42,82R$ 1.600,18
59R$ 821,76R$ 792,96R$ 28,80R$ 807,23
60R$ 821,76R$ 807,23R$ 14,53R$ 0,00

Avisos contextuais

  • O CET (25.92% AA) está bem acima da taxa nominal — IOF + tarifas + seguros estão pesando. Sempre compare ofertas pelo CET, nunca pela taxa nominal.

    Peça o cálculo do CET por escrito (Resolução BCB 4.881/2020 obriga divulgação) antes de assinar.

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Todo empréstimo a taxa fixa segue a mesma matemática. O banco te entrega um valor hoje; você devolve em parcelas mensais que cobrem juros sobre o saldo devedor + uma fatia do principal. A taxa, o prazo e as tarifas (incluindo IOF) determinam a parcela e o custo total. Ignore qualquer um desses três e você vai ler errado a oferta — ou pagar caro demais.

Esta calculadora vai além da prestação. Mostra a tabela de amortização completa, o CET real (Resolução BCB 4.881/2020 — taxa efetiva incluindo IOF + tarifas + seguros obrigatórios), a economia que pagamento extra rende, comparação SAC × Price lado a lado e tabela de prazos diferentes. O objetivo é tornar o custo real visível, não só o número que cabe no orçamento mensal.

Os exemplos abaixo foram gerados rodando a própria calculadora — os números no texto são exatamente os mesmos que você vê no widget. Convenção 2026: Selic 14,75% AA (Copom mar/2026), tabela IOF Decreto 6.306/2007, CET conforme Resolução BCB 4.881/2020. Brasileiro pensa em taxa mensal e a calc respeita isso: insira 1,5 quando quiser dizer 1,5% ao mês.

Como Price e SAC funcionam

Price (Sistema Francês). A parcela é constante: PMT = P × [r(1+r)^n] / [(1+r)^n − 1]. P principal, r taxa mensal, n número de meses. Cada mês a divisão entre juros e amortização muda — no início a parcela é majoritariamente juros, no fim é majoritariamente principal. Sistema dominante em crédito pessoal, consignado e auto loan no Brasil; também é o sistema padrão dos US (chamado standard amortizing).

SAC (Sistema de Amortização Constante). A amortização é constante: amortização_mensal = P / n. A parcela começa alta (porque os juros incidem sobre saldo grande) e cai mês a mês. Última parcela é a menor. Total de juros pago no SAC é sempre menor que no Price para o mesmo principal/taxa/prazo, porque o saldo médio durante o contrato é menor. Sistema dominante na Caixa para financiamento imobiliário (74% dos contratos).

CET (Custo Efetivo Total) — Resolução BCB 4.881/2020. Taxa efetiva anualizada que inclui obrigatoriamente: juros + IOF + tarifa de cadastro + tarifa administrativa mensal + seguros obrigatórios (prestamista no consumo, DFI/MIP no imobiliário). Não inclui: tarifas opcionais, seguros não obrigatórios. Por lei (Lei 10.962/2004), o CET tem que estar no contrato — peça por escrito. Compare ofertas pelo CET, nunca pela taxa nominal.

IOF — Decreto 6.306/2007. 0,38% fixo + 0,0082% × dias (cap em 365 dias). Em loan curto, isso pode somar 2,5-3% do principal — uma "taxa" invisível na primeira proposta. Operações de financiamento imobiliário são isentas de IOF.

Selic vs taxa do mercado. A Selic abr/2026 está em 14,75% AA, mas as taxas que o cliente final paga são bem maiores: crédito pessoal não-consignado roda a 165% AA, consignado INSS a ~24% AA, crédito com garantia de imóvel a ~14% AA. O spread é a margem do banco mais o risco de inadimplência da modalidade. Garantia derruba taxa: imóvel ou veículo penhorado abaixa o spread em 50-80%.

Fórmulas — Price, SAC e CET

Price: PMT = P × [r(1+r)^n] / [(1+r)^n − 1] SAC: amortização = P/n; juros_mês_k = saldo_k × r; parcela_k = amortização + juros_k CET: TIR mensal anualizada por (1 + cet_m)^12 − 1 — resolve r tal que (P − fees) = Σ (PMT + admin + seguro) / (1 + r)^t

P
Principal (valor financiado)
r
Taxa mensal (decimal — 0,015 = 1,5%/mês)
n
Prazo em meses
IOF
0,38% fixo + 0,0082%/dia (cap 365 dias) — Decreto 6.306/2007
CET
Custo Efetivo Total anualizado — Resolução BCB 4.881/2020. Inclui IOF + tarifas + seguros obrigatórios.

Exemplos práticos

Crédito pessoal R$ 20.000 a 5%/mês, 24 meses — CET 87,03% AA (com IOF)

Cenário: Crédito pessoal não-consignado padrão: alta taxa, sem garantia, prazo médio. 5%/mês = 79,59% AA composto. IOF padrão para pessoa física no Brasil (0,38% fixo + 0,0082% × dias até 365).

**PMT (Price):** R$ 20.000 × 0,05 / (1 − 1,05⁻²⁴) = **R$ 1.449,42/mês**. **Total pago em parcelas:** R$ 35.460,63. **Total juros:** R$ 14.786,03 (74% do principal!). **IOF total:** R$ 674,60 (0,38% × 20k + 0,0082% × 20k × 365 dias). **CET anualizado:** **87,03% AA** — 7pp acima da taxa nominal anual composta de 79,59%, totalmente explicado pelo IOF.

Aprendizado: Crédito pessoal não-consignado é caríssimo. Você paga 74% do que tomou em juros + IOF, em apenas 24 meses. Para a mesma operação, consignado INSS (próximo exemplo) cobra 1/4 do CET. Antes de aceitar uma oferta de pessoal, sempre cheque se você tem acesso ao consignado (CLT, servidor público, aposentado/pensionista INSS) — a economia é ordem de grandeza.

Consignado INSS R$ 30.000 a 1,80%/mês, 60 meses — CET 25,92% AA

Cenário: Consignado INSS típico abr/2026: 1,80% ao mês = 23,87% AA composto. Prazo máximo legal 84 meses (Lei 10.820/2003), mas usuário escolheu 60 pra parcela menor.

**PMT (Price):** R$ 30.000 × 0,018 / (1 − 1,018⁻⁶⁰) = **R$ 821,76/mês**. **Total pago:** R$ 50.317,44. **Total juros:** R$ 19.305,54 (64% do principal). **IOF total:** R$ 1.011,90 (cap em 365 dias atinge no 13º mês). **CET anualizado:** **25,92% AA** — apenas 2pp acima da taxa nominal anual de 23,87%, porque o IOF é diluído num prazo longo.

Aprendizado: Consignado INSS é uma das modalidades mais baratas do Brasil porque a parcela é descontada na folha — risco de inadimplência próximo de zero. CET 4× menor que o crédito pessoal do exemplo anterior. Se você é aposentado ou pensionista, o consignado é quase sempre a melhor opção pra liquidez. Limite legal: a soma das parcelas consignadas não pode passar de 45% do benefício (Lei 10.820/2003 art. 6).

Imobiliário R$ 300.000 a 11% AA, 360 meses, SAC + comparação Price — diferença R$ 213.448

Cenário: Financiamento Caixa SBPE típico abr/2026: taxa 11% AA convertida pra mensal equivalente (0,8735%/mês — taxa equivalente, não 11/12 = 0,917%). 360 meses (30 anos). SAC com seguro DFI/MIP R$ 50/mês. IOF isento (financiamento imobiliário, Decreto 6.306/2007 art. 8).

**SAC primeira parcela:** R$ 833,33 (amortização constante 300k/360) + R$ 2.620,38 (juros sobre 300k × 0,8735%) + R$ 50 seguro = **R$ 3.503,71**. **SAC última parcela:** ~R$ 840,61. **Total juros SAC:** **R$ 472.978,26**. **Price (mesma operação):** PMT constante R$ 2.740,07/mês × 360 = R$ 986.426. **Total juros Price: R$ 686.426,00. Diferença Price − SAC: R$ 213.447,74.**

Aprendizado: SAC paga R$ 213 mil a menos em juros que Price ao longo de 30 anos — equivale a 71% do valor financiado. A diferença vem da matemática: no SAC o saldo médio durante o contrato é menor, então os juros (que incidem sobre saldo) acumulam menos. O preço dessa economia é a primeira parcela 28% mais alta (R$ 3.504 vs R$ 2.740). Se você tem fôlego nos primeiros anos, SAC é praticamente sempre a escolha matemática certa. A Caixa default SAC justamente por isso.

Consignado R$ 30.000 + R$ 200/mês extra — economiza 17 meses e R$ 6.244

Cenário: Mesmo consignado INSS do exemplo #2 (R$ 30k a 1,8%/mês, 60 meses) mas o tomador resolve aplicar R$ 200 extra todo mês contra o principal — equivalente a uma sobra mensal modesta destinada a antecipar o pagamento.

**Sem extras:** quitação no mês 60, total juros R$ 19.305,54. **Com R$ 200/mês extra:** quitação no **mês 43**, total juros **R$ 13.061,64**. **Meses economizados: 17. Juros economizados: R$ 6.243,90.**

Aprendizado: R$ 200/mês a mais sobre R$ 821 (24% de incremento) corta 28% do prazo e 32% dos juros. A matemática favorece o pagamento extra porque cada R$ 1 a mais hoje vai 100% para principal (depois dos juros nominais), reduzindo o saldo sobre o qual o juro futuro incide. Em modalidades de juro alto (não-consignado, cartão, cheque especial), o efeito é ainda mais dramático. Regra prática: extra pequeno todo mês > pagamento único anual maior, porque o principal cai antes.

Auto R$ 60.000 a 1,5%/mês, 48 meses + comparação 24m/36m/60m

Cenário: Financiamento de carro típico (Banco do Brasil ou Itaú abr/2026): taxa 1,5%/mês. Tomador quer ver como prazo afeta a parcela e o custo total — calc gera tabela comparativa nos prazos 24m, 36m, 48m, 60m.

Tabela para R$ 60.000 a 1,5%/mês: • 24m: parcela R$ 2.995,45 · total juros R$ 11.890,71 · total pago R$ 71.890,71 • 36m: parcela R$ 2.169,14 · total juros R$ 18.089,17 · total pago R$ 78.089,17 • 48m: parcela R$ 1.762,50 · total juros R$ 24.600,00 · total pago R$ 84.600,00 • 60m: parcela R$ 1.523,61 · total juros R$ 31.416,34 · total pago R$ 91.416,34

Aprendizado: Trade-off clássico. Esticar de 24 para 60 meses derruba a parcela 49% (R$ 2.995 → R$ 1.524) mas explode o custo total de juros 164% (R$ 11.891 → R$ 31.416). A diferença R$ 19.526 entre 24m e 60m é maior que o IOF + qualquer tarifa. Regra de planejamento: parcela ≤ 30% da renda; dentro dessa restrição, escolha sempre o prazo mais curto possível.

Como escolher prazo e evitar erros caros

  • Compare ofertas pelo CET, não pela taxa nominal. Resolução BCB 4.881/2020 obriga divulgação do CET — é a única taxa que inclui IOF, tarifas e seguros obrigatórios na mesma conta. Dois bancos podem oferecer 'taxa de 1,5% ao mês' com CETs diferentes em 4-6 pontos percentuais, dependendo de tarifa de cadastro, seguro prestamista e tarifa administrativa. Quando você for fechar, peça o CET por escrito.
  • Não pegue automaticamente o prazo mais longo. Bancos vendem prazos longos porque a parcela menor cabe em mais orçamentos — mas o juro acumula. A tabela de comparação de prazos da calc mostra a economia: ir de 60 para 36 meses tipicamente custa R$ 600/mês mais, mas economiza R$ 6.000-13.000 em juros. Regra: parcela ≤ 30% da renda mensal; dentro disso, prazo o mais curto possível.
  • Rode o cenário de pagamento extra antes de assinar. Mesmo R$ 50/mês extra em consignado de 5 anos corta meses do prazo e poupa juros. Faz sentido especialmente se você tem 13º salário, FGTS de saída ou bônus anual — aplicar esses valores como pagamento único contra o principal faz mais economia que destinar à poupança convencional.
  • Garantia abate taxa. Crédito pessoal não-consignado (sem garantia) roda em ~165% AA. Crédito com garantia de imóvel ou veículo cai pra ~14% AA — diferença de 12 vezes. Se você tem ativo elegível e dívida cara, refinanciar com garantia é tipicamente a economia financeira mais rápida acessível ao consumidor brasileiro. Cuidado óbvio: se você não pagar, perde o ativo.
  • Cheque a portabilidade. Resolução BCB 4.292/2013 obriga bancos a aceitarem portabilidade de crédito sem custo adicional. Se você tem um empréstimo a 4%/mês e descobre uma oferta a 2,5%/mês com saldo equivalente, a portabilidade transfere o saldo devedor pro novo banco — sem IOF novo, sem tarifa de cadastro nova. Vale especialmente em consignado e crédito pessoal.
  • Cuidado com seguro prestamista vendido casado. Lei 8.078/1990 (CDC) proíbe venda casada — você pode recusar o seguro prestamista se ele não for obrigatório legalmente. Bancos costumam empurrar, mas o seguro pode adicionar 0,3-1% AA ao CET sem benefício real para você na maioria dos casos. Pergunte explicitamente se é obrigatório.
  • Em financiamento imobiliário, prefira SAC a Price. Como mostrado no exemplo #3, SAC paga ~30% menos juros que Price pra um imobiliário de 30 anos. O custo é parcela inicial maior (28% acima), mas que decresce mês a mês. Se você tem fôlego pras primeiras parcelas, é dinheiro grátis no longo prazo.

Limitações e casos não modelados

Empréstimos pós-fixados (IPCA + spread). A calc assume taxa fixa para o prazo todo. Operações imobiliárias e algumas linhas BNDES são pós-fixadas (TR + spread, IPCA + spread). Para modelar, rode a calc várias vezes com cenários de IPCA diferentes — a parcela real vai variar com a inflação.

Financiamento com leasing operacional. Tratamento contábil e tributário diferente do financiamento direto — não modelado.

Crédito rotativo (cartão, cheque especial). Esses produtos têm taxa que muda conforme o saldo, juros que capitalizam diariamente e cobrança automática quando há saldo. A calc é desenhada para amortização padrão. Para rotativo, pense em valor presente do saldo a cada extrato — outro modelo matemático.

CDC consorciado. Operação híbrida (consórcio com financiamento da carta na contemplação) tem fluxo de caixa específico — fora do escopo da calc.

Refinanciamento e consolidação. Trocar dívida cara (rotativo) por dívida barata (consignado) é prática comum, mas envolve cálculo de valor presente do saldo atual + IOF na nova operação + comparação CETs. A calc pode ser usada para a parte "nova operação", mas não modela a saída da dívida atual automaticamente.

Seguros DFI/MIP em imobiliário (variáveis). Em financiamento imobiliário Caixa, o seguro DFI (Danos Físicos do Imóvel) e MIP (Morte e Invalidez Permanente) variam com o valor do imóvel, idade e saldo devedor — não são valores fixos como modelado aqui. Use o valor do contrato real para precisão.

Antecipação parcial vs amortização extraordinária. A calc trata pagamento extra como antecipação de parcelas (reduzindo prazo). Bancos podem oferecer também a opção de reduzir o valor da parcela mantendo o prazo — matematicamente equivalente em termos de juros economizados, mas com fluxo de caixa diferente.

Perguntas frequentes

Por que o CET é maior que a taxa nominal?

Porque o CET inclui IOF, tarifas (cadastro, administrativa) e seguros obrigatórios — todos os custos amarrados ao empréstimo. A taxa nominal é só o juro do empréstimo. Resolução BCB 4.881/2020 obriga divulgação do CET justamente para o consumidor enxergar o custo real. Em loans curtos com IOF, o gap entre nominal e CET pode ser de 5-10 pontos percentuais.

SAC ou Price: qual escolher em financiamento imobiliário?

SAC se você tem fôlego pras primeiras parcelas. SAC paga ~30% menos juros total que Price em um financiamento de 30 anos a juros típicos brasileiros (10-13% AA). A primeira parcela do SAC é cerca de 28% mais alta, mas decresce todo mês — em 5 anos, a parcela SAC já é menor que a Price equivalente. Caixa default SAC. Bancos privados frequentemente default Price porque a parcela inicial menor facilita a aprovação.

Vale a pena pagar pagamento extra todo mês?

Quase sempre vale, especialmente em modalidades caras (rotativo, crédito pessoal, financiamento de carro a juros altos). Cada R$ 100 a mais hoje significa R$ 100 a menos de saldo amanhã, e os juros futuros incidem sobre esse saldo menor. Em consignado INSS a 1,8%/mês, R$ 200/mês extra pode economizar 17 meses e R$ 6.244 (exemplo #4). Em crédito pessoal a 5%/mês, o efeito é proporcionalmente maior.

O que é portabilidade de crédito?

Resolução BCB 4.292/2013 obriga bancos a aceitarem transferência do saldo devedor de um empréstimo para outro banco com taxa menor — sem custo adicional. Funciona melhor em consignado e crédito pessoal. Você não paga IOF novo nem tarifa de cadastro na portabilidade, só o saldo devedor migra com a nova taxa. Se você descobrir uma oferta materialmente mais barata, vale acionar a portabilidade — economia típica de 1-3 pontos percentuais ao mês.

O IOF incide em todo empréstimo?

Quase todos. Decreto 6.306/2007 cobra IOF 0,38% fixo + 0,0082%/dia (cap 365 dias) em operações de crédito a pessoa física. As exceções são: financiamento imobiliário (isento), operações entre cooperativas, e crédito rural específico. Para empréstimos curtos (< 1 ano), o IOF pode chegar a 3% do principal — uma "tarifa" invisível na primeira proposta.

Por que o consignado tem taxa tão menor que o pessoal?

Porque a parcela é descontada direto na folha de pagamento ou benefício do INSS antes de chegar ao consumidor — risco de inadimplência próximo de zero. Consignado privado roda a 3,6%/mês; consignado INSS a 1,8%/mês; consignado público a 2,2%/mês. Crédito pessoal não-consignado (sem garantia) roda a 8,4%/mês. A diferença é o spread de risco que o banco precifica.

Quando refinanciar minha dívida?

Quando a taxa nova é pelo menos 1 ponto percentual menor ao mês (consignado, pessoal) ou 1pp ao ano (imobiliário) E o tempo restante de contrato é longo o suficiente para amortizar custos de portabilidade. Para imobiliário, refinanciamento típico vale a pena se a Selic caiu 2pp+ desde a contratação e você tem mais de 10 anos de contrato. Para consignado, vale a portabilidade sempre que houver gap material.

Posso amortizar parcelas extraordinárias no meio do contrato?

Sim. Lei 10.820/2003 (consignado) e Código de Defesa do Consumidor garantem o direito a amortização extraordinária — pagar valor extra fora da parcela mensal, abatendo principal. Você escolhe entre reduzir prazo (pagamento extra antecipa o fim) ou reduzir parcela (mantém prazo, parcela cai). Matematicamente, reduzir prazo economiza mais juros. Operacionalmente, peça por escrito a forma de aplicação.

O que é o IOF adicional 0,38% em operações longas?

É o componente fixo do IOF — incide uma vez no início da operação, sobre o principal. Soma-se ao IOF variável (0,0082%/dia até 365 dias). Para um empréstimo de R$ 10.000 com 24 meses, o IOF total é R$ 38 (fixo) + R$ 299,30 (variável capped em 365 dias) = R$ 337,30. Esse valor é deduzido do que você efetivamente recebe no dia 0 do contrato (você assinou R$ 10.000 mas pegou R$ 9.662,70).

Cartão rotativo e cheque especial são empréstimos?

Tecnicamente sim, mas com matemática completamente diferente. Cartão rotativo cobra ~14%/mês (~378% AA). Cheque especial cobra ~9-12%/mês. Ambos capitalizam diariamente, sem prazo definido. A regulamentação BCB obriga o banco a oferecer parcelamento do rotativo após 30 dias (Resolução 4.549/2017), mas o juro acumulado nesse período já é catastrófico. Regra: nunca usar cartão rotativo como financiamento — sempre parcelar a fatura ou pegar pessoal/consignado pra quitar o saldo do cartão.

Fontes e referências

Confira cada número desta calculadora nas fontes primárias abaixo.