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Lucro Real vs Presumido vs Simples Comparator (BR, 2026)

Compare the three Brazilian corporate tax regimes (Simples Nacional, Lucro Presumido, Lucro Real) side-by-side with full IRPJ/CSLL/PIS/COFINS breakdown, Fator R, LC 224/2025 surcharge and an automatic recommendation.

Based on 8 official sources
R$
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Detalhes (Lucro Real + ISS/ICMS)
%
R$
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%

calculators.regimeTributario.results.regimeOtimo

calculators.regimeTributario.results.regimeSimples

calculators.regimeTributario.results.cargaAnual: R$294,360.00 (14,72%)

calculators.regimeTributario.results.economiaSegundo: R$38,640.00/ano

calculators.regimeTributario.results.explicacao: Simples Nacional é ótimo neste cenário porque o Fator R (30.0%) cruzou os 28% e a empresa caiu no Anexo III, com alíquota efetiva consolidada de 14.72% sobre receita. Economia versus o segundo melhor (Lucro Real): R$ 38.640/ano.

calculators.regimeTributario.results.comparativoTitle

calculators.regimeTributario.results.regimeSimples

ótimo

R$294,360.00

calculators.regimeTributario.results.aliquotaEfetiva: 14,72%

calculators.regimeTributario.results.anexo III · calculators.regimeTributario.results.fatorR 30,0%

calculators.regimeTributario.results.regimePresumido

R$366,600.00

calculators.regimeTributario.results.aliquotaEfetiva: 18,33%

calculators.regimeTributario.results.presuncaoIrpj 32%

calculators.regimeTributario.results.regimeReal

R$333,000.00

calculators.regimeTributario.results.aliquotaEfetiva: 16,65%

calculators.regimeTributario.results.margemAplicada 10,0%

calculators.regimeTributario.results.decomposicaoTitlecalculators.regimeTributario.results.regimeSimples

calculators.regimeTributario.results.dasSimples — calculators.regimeTributario.results.anexo III, faixa 5
R$294,360.00

Alíq nominal 21,0% − parcela R$125,640.00


calculators.regimeTributario.results.totalCarga
R$294,360.00

Reforma Tributária (LC 214/2025): em 2026, alíquota de teste 1% (CBS+IBS) compensável; em 2033, PIS/COFINS extintos e IVA pleno. Lucro Real será o regime mais favorecido pela amplitude de créditos sobre IBS+CBS. Reavalie sua escolha anualmente.

LC 214/2025

calculators.regimeTributario.notes.disclaimer

Every Brazilian company chooses a corporate tax regime each year. The decision, made by the end of January, applies to the entire calendar year — there is no mid-year switch. The wrong choice costs between 5% and 25% of total tax burden.

This calculator is Brazil-specific (PT only).

Como cada regime funciona em 2026

Simples Nacional (LC 123/2006) unifica até oito tributos em uma guia única (DAS): IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ISS ou ICMS, CPP, IPI quando aplicável. O regime tem cinco anexos. Anexo I cobre comércio (alíquotas 4% a 19% nominais). Anexo II cobre indústria (4,5% a 30%). Anexo III cobre serviços operacionais elegíveis ao Fator R com Fator R ≥ 28% (6% a 33%). Anexo IV cobre construção, limpeza e vigilância — único onde a CPP fica fora do DAS, recolhida em GPS separada. Anexo V cobre serviços técnicos/intelectuais quando Fator R < 28% (15,5% a 30,5%). Limite: R$ 4,8 milhões anuais. Acima disso, desenquadramento obrigatório.

A alíquota efetiva no Simples não é a nominal da faixa — é calculada como (RBT12 × alíquota_nominal − parcela_a_deduzir) ÷ RBT12. Para empresa de comércio com RBT12 R$ 500 mil (faixa 3 do Anexo I), a alíquota efetiva é (500.000 × 0,095 − 13.860) ÷ 500.000 = 6,73%, não 9,5%. Concorrentes que mostram só a nominal enganam o usuário em 30% para mais.

Lucro Presumido (Lei 9.249/95) tributa sobre uma base presumida calculada pela Receita, não sobre o lucro real da empresa. Para comércio e indústria, a presunção é 8% da receita para IRPJ e 12% para CSLL. Para serviços em geral e profissionais, a presunção é 32% para ambos. Sobre essa base presumida incidem IRPJ 15% + adicional de 10% sobre o que exceder R$ 240 mil anuais (R$ 60 mil trimestrais), e CSLL 9%. Adicione PIS/COFINS cumulativo (0,65% + 3% = 3,65% sobre receita bruta, sem créditos) e ISS/ICMS conforme município/estado. Limite: R$ 78 milhões anuais.

A LC 224/2025, vigente a partir de 2026, majorou a presunção em 10% para receitas que excedam R$ 5 milhões por ano. O comércio passou de 8% para 8,8% sobre o excedente; serviços de 32% para 35,2%. A justificativa do governo foi compensar a isenção de IRPF até R$ 5.000/mês. O TRF4, em março de 2026 (Agravo de Instrumento 5005618-75.2026.4.04.0000), concedeu tutela antecipada suspendendo a aplicação da majoração para o contribuinte autor — e mais decisões liminares são esperadas. A calculadora aplica a regra como vigente, mas sinaliza a controvérsia em todo cenário > R$ 5M.

Lucro Real (Lei 9.430/96) tributa sobre o lucro contábil ajustado, calculado na LALUR (Livro de Apuração do Lucro Real). IRPJ 15% sobre o lucro real + adicional 10% sobre o que exceder R$ 240 mil anuais. CSLL 9% sobre o mesmo lucro. PIS/COFINS no regime não-cumulativo (1,65% + 7,6% = 9,25% sobre receita bruta), com créditos de PIS/COFINS sobre insumos, energia, aluguel, depreciação — diferença crítica versus o Presumido que não permite créditos. Sem limite de receita; obrigatório acima de R$ 78M ou para alguns setores (financeiro, energia, telecom).

O cálculo da margem efetiva do Lucro Real é (receita − custos dedutíveis) ÷ receita. A calculadora aceita a margem informada diretamente ou estima a partir dos custos. Empresas com margem real abaixo da presunção (ex: serviços com margem 18% versus presunção de 32%) ganham no Real porque pagam IRPJ+CSLL sobre o lucro efetivo, menor. Empresas com margem acima da presunção ganham no Presumido. É a primeira pergunta que o contador faz, e a calculadora resolve com um campo numérico.

O Fator R é a alavanca específica do Simples para serviços profissionais. Definido como (folha + pró-labore + encargos dos últimos 12 meses) ÷ (RBT12), se ≥ 28%, atividades elegíveis migram do Anexo V (alíquota inicial 15,5%) para o Anexo III (alíquota inicial 6%). A diferença pode ser de R$ 30-50 mil por ano numa empresa de R$ 1M de receita. A calculadora computa o Fator R automaticamente quando o usuário informa folha e ativa o flag de CNAE elegível.

Carga tributária consolidada por regime

Simples: DAS (RBT12 × alíq efetiva por anexo) + CPP fora DAS (Anexo IV) Presumido: IRPJ + CSLL (sobre presunção) + PIS/COFINS cumulativo + ISS/ICMS Real: IRPJ + CSLL (sobre lucro real) + PIS/COFINS não-cumulativo (com créditos) + ISS/ICMS

RBT12
Receita bruta dos últimos 12 meses (anual)
Fator R
(Folha + pró-labore + encargos) ÷ RBT12. Se ≥ 28% e CNAE elegível, Anexo V → III no Simples
Presunção
% da receita usado como base do IRPJ/CSLL no Lucro Presumido. 8% comércio, 32% serviços (Lei 9.249/95)
Adicional IRPJ
10% sobre o que excede R$ 240k/ano de base de cálculo do IRPJ
Margem real
(Receita − custos) ÷ receita. Base do Lucro Real. Quanto menor, mais o Lucro Real ganha
Créditos PIS/COFINS
Créditos sobre insumos, energia, aluguel etc. Reduzem PIS/COFINS no Lucro Real (não-cumulativo). Ausentes no Presumido

Practical examples

Comércio R$ 500k/ano — Simples ótimo

Setup: Loja de varejo no Simples, RBT12 R$ 500.000, Anexo I faixa 3, sem outros funcionários, ICMS efetivo 18%.

Simples: alíquota efetiva (500.000 × 0,095 − 13.860) ÷ 500.000 = **6,73%** → DAS = R$ 33.640/ano. ICMS já embutido no DAS. **Carga total = R$ 33.640** (6,73%). Presumido: IRPJ 15% × (500k × 8%) = R$ 6.000 + CSLL 9% × (500k × 12%) = R$ 5.400 + PIS/COFINS 3,65% × 500k = R$ 18.250 + ICMS 18% = R$ 90.000 → total R$ 119.650 (23,9%). Real (margem 10%): IRPJ R$ 7.500 + CSLL R$ 4.500 + PIS/COFINS 9,25% = R$ 46.250 + ICMS R$ 90.000 → R$ 148.250 (29,7%).

Takeaway: Simples massacra. Diferença Simples × Presumido: R$ 86.010/ano (mais que 2× a carga). Em comércio até R$ 1M, Simples vence quase sempre — exceto se o comprador for PJ que exige crédito de ICMS.

Serviço profissional R$ 2M, Fator R 30% — Anexo III competitivo

Setup: Empresa de TI, RBT12 R$ 2.000.000, folha total R$ 600.000 (Fator R = 30%), CNAE elegível, ISS 5%.

Simples Anexo III faixa 5: alíquota efetiva (2.000.000 × 0,21 − 125.640) ÷ 2.000.000 = **14,72%** → DAS R$ 294.400. Presumido: IRPJ 15% × (2M × 32%) = R$ 96.000 + adicional 10% × (640k − 240k) = R$ 40.000 + CSLL 9% × 640k = R$ 57.600 + PIS/COFINS 3,65% × 2M = R$ 73.000 + ISS 5% = R$ 100.000 → **total R$ 366.600 (18,3%)**. Real (margem 18%): lucro 360k → IRPJ 54k + adicional 12k + CSLL 32,4k + PIS/COFINS 9,25% × 2M = 185k + ISS 100k → total R$ 383k (19,2%).

Takeaway: Simples Anexo III ganha por R$ 72.200 vs Presumido. Mas se o Fator R cair para 20%, vai pra Anexo V (alíq efetiva ~21%) e Presumido vence. Empresa que opera no limite precisa monitorar a folha mês a mês.

Serviço R$ 8M — Presumido com majoração LC 224/2025

Setup: Consultoria com receita R$ 8.000.000, sem Fator R, ISS 5%. Cenário fronteiriço para LC 224.

Simples: inelegível (acima de R$ 4,8M). Presumido com LC 224: receita até R$ 5M sob presunção 32% (base R$ 1.600.000); receita acima sob presunção majorada 35,2% (base R$ 1.056.000). Base IRPJ total = **R$ 2.656.000**. IRPJ 15% = R$ 398.400 + adicional 10% × (2.656k − 240k) = R$ 241.600 → IRPJ total **R$ 640.000**. CSLL 9% × R$ 2.656.000 = R$ 239.040. PIS/COFINS 3,65% × 8M = R$ 292.000. ISS 5% × 8M = R$ 400.000. **Total R$ 1.571.040 (19,6%)**. Real (margem 18% típica): lucro 1.440k → IRPJ ~336k + CSLL 130k + PIS/COFINS 9,25% × 8M = 740k + ISS 400k → R$ 1.606k (20,1%).

Takeaway: Aqui Presumido ganha por pouco — R$ 35 mil de diferença sobre R$ 1,6 milhão de carga. **A LC 224 fechou esse delta.** Sem majoração, Presumido teria sido ~R$ 1.460.000 (18,3%) e a vantagem sobre o Real seria de R$ 146 mil. Empresa nessa faixa deve avaliar (a) litigar pela suspensão da LC 224 (TRF4 está concedendo) ou (b) migrar para Real em 2027 quando a Reforma Tributária consolidar créditos.

Indústria R$ 50M com baixa margem — Lucro Real obrigatório na prática

Setup: Indústria de bens de capital, RBT12 R$ 50M, margem real 5% (mercado spot apertado), créditos PIS/COFINS R$ 1M (insumos + energia + depreciação), ICMS 0% (regime especial).

Simples: inelegível (>> R$ 4,8M). Presumido: base IRPJ = 5M × 8% + 45M × 8,8% = 400k + 3,96M = R$ 4.360.000 → IRPJ 15% × 4,36M + adicional 10% × (4,36M − 240k) = 654k + 412k = R$ 1.066.000. CSLL 9% × (5M × 12% + 45M × 13,2%) = 9% × R$ 6.540.000 = R$ 588.600. PIS/COFINS 3,65% × 50M = R$ 1.825.000. ICMS 0%. **Total Presumido R$ 3.479.600 (6,96%)**. Real (margem 5%): lucro R$ 2.500.000 → IRPJ 15% × 2,5M + adicional 10% × (2,5M − 240k) = 375k + 226k = R$ 601.000. CSLL 9% × 2,5M = R$ 225.000. PIS/COFINS 9,25% × 50M = R$ 4.625.000 − créditos R$ 1M = **R$ 3.625.000** líquido. ICMS 0%. **Total Real R$ 4.451.000 (8,9%)**. Hmm, Presumido vence aqui.

Takeaway: Conta interessante: indústria com margem baixa NÃO necessariamente prefere o Real. PIS/COFINS não-cumulativo (9,25% × 50M = R$ 4,6M) só vale a pena se os créditos cobrirem a maior parte. Com R$ 1M de créditos sobre R$ 4,6M de PIS/COFINS, a parcela líquida de R$ 3,625M ainda supera o cumulativo do Presumido (R$ 1,825M). Aqui Presumido ganha, e a LC 224 não muda o veredicto. Real só vence quando os créditos chegam perto de R$ 3 milhões (cobrindo ~65% do PIS/COFINS bruto). Lição: créditos PIS/COFINS não são livre almoço — precisam ser **substanciais** para mover a agulha.

Comércio R$ 100M — Lucro Real único elegível

Setup: Atacado com receita R$ 100M anuais. Presumido inelegível (limite R$ 78M). Margem 8%, créditos R$ 800k.

Simples e Presumido inelegíveis. Lucro Real: lucro 100M × 8% = R$ 8M. IRPJ 15% × 8M = R$ 1.200.000 + adicional 10% × (8M − 240k) = R$ 776.000 → IRPJ total R$ 1.976.000. CSLL 9% × 8M = R$ 720.000. PIS/COFINS 9,25% × 100M = R$ 9.250.000 − R$ 800.000 créditos = **R$ 8.450.000** líquido. ICMS 18% × 100M = R$ 18.000.000 (se sem benefícios estaduais). Total: **R$ 29.146.000 (29,1%)**.

Takeaway: Com receita > R$ 78M, Presumido sai do jogo e Real é compulsório. ICMS é o tributo dominante — em estados com benefício fiscal (PR, SC, ES, MG via TTD/PRODEPE), a carga pode cair 30-40%. Crédito de PIS/COFINS aqui de R$ 800k é pouco para o porte; empresas profissionais nesse nível de receita estruturam créditos formais para puxar de 800k para 3-4M, transformando o cenário.

Como decidir e como evitar erro

  • Rode os 3 regimes antes de fechar com seu contador. A maioria dos contadores recomenda Presumido por hábito — é o mais simples para eles. Pode ser certo, mas só comprove. Especialmente para empresa de serviços profissionais com Fator R alto, Simples vai bem além de R$ 4M de receita. Para comércio e indústria com margem baixa e créditos altos, Real ganha. Não delegue a decisão sem ter o número.
  • Para Simples + serviços profissionais: monitore o Fator R todos os meses. Se folha + pró-labore + encargos / RBT12 cair abaixo de 28%, o sistema joga você no Anexo V no mês seguinte — alíquota efetiva pula 5-10pp. Empresa que opera no limite (29-31%) precisa de buffer. Aumente folha ou pró-labore para garantir 32-33%.
  • Para Lucro Presumido em 2026: simule com e sem LC 224/2025. Receita projetada > R$ 5M? A majoração impacta em 1-3pp na carga total. Se você estiver na faixa, vale considerar três caminhos: (a) entrar com mandado de segurança para suspender a aplicação (TRF4 está concedendo); (b) acelerar receita para fechar 2026 abaixo de R$ 5M (se possível); (c) migrar para Real em 2027 quando a Reforma Tributária ampliar créditos.
  • Para Lucro Real: documentação dos créditos PIS/COFINS é o único motivo pelo qual o regime vence. Notas fiscais de insumos com CFOP correto, contratos de aluguel registrados, ECD com classificação adequada das despesas. Empresa que migra para Real sem montar a estrutura de créditos paga 9,25% bruto e perde a única vantagem. Vale R$ 5-15 mil ano em consultoria contábil especializada.
  • Reavalie todo ano. A escolha do regime tributário é anual e definitiva — você comunica até o último dia útil de janeiro do ano corrente, vale para o ano todo. Fluxo recomendado: em outubro, projete a receita do ano seguinte, rode os 3 regimes na calculadora, leve o número para o contador, decida em novembro/dezembro, formalize a opção em janeiro. Não deixe para o último dia.
  • A Reforma Tributária (LC 214/2025) muda o tabuleiro a partir de 2027 e definitivamente em 2033. PIS/COFINS serão extintos e substituídos por CBS+IBS. Lucro Real será o regime mais favorecido pela amplitude de créditos sobre IBS+CBS. Simples será preservado mas perde competitividade para B2B. Empresa que está hoje em Presumido e atende clientes PJ que pedirão créditos de IBS+CBS deve começar a planejar migração para Real até 2027.

Quando esta calculadora não atende

Setores com regime tributário próprio. Bancos, seguradoras, factoring, energia elétrica, telecom, derivados de petróleo, indústria farmacêutica e cosméticos têm regras específicas (alíquota CSLL diferenciada, monofásico de PIS/COFINS, ICMS-ST, etc.) que esta calc não cobre. Para esses setores, contador especializado é obrigatório.

ICMS com benefícios estaduais. Estados como PR (TTD), SC (TTD), ES (Compete), MG (PRODEPE) e PE (Prodepe) oferecem reduções de ICMS de 60-90% para setores específicos. A calc aplica ICMS pleno — em empresa com benefício, a carga real é bem menor que a calculada. Use a calc para o cenário "ICMS pleno" e ajuste manualmente.

PIS/COFINS no regime monofásico ou alíquota zero. Combustíveis, medicamentos, perfumaria, autopeças, bebidas frias têm alíquotas próprias de PIS/COFINS pagas pelo fabricante/importador. Distribuidora e revenda têm alíquota zero. A calc aplica regime cumulativo (Presumido) ou não-cumulativo (Real) padrão — não cobre essas exceções.

Apuração trimestral exata do Presumido. A calc abstrai como anual uniforme. Empresas com sazonalidade forte (turismo, varejo de fim de ano, agricultura) podem ter trimestres muito desequilibrados, e o adicional IRPJ de 10% por trimestre acima de R$ 60 mil pode incidir mais do que o calculado anualmente. Para esses casos, contador faz a apuração trimestre a trimestre.

Lucro Real Lucro Real real. A calc usa margem como input do usuário, mas Lucro Real real exige LALUR completa com adições (despesas indedutíveis) e exclusões (lucros isentos, dividendos recebidos), além de carry-forward de prejuízo fiscal. Para empresa em recuperação, ano com prejuízo, ou estrutura societária complexa (coligadas, controladas), use os números da calc como referência mas confirme com contador.

Frequently asked questions

Posso mudar de regime no meio do ano?

Não, a regra geral. A opção é anual e irretratável até o último dia útil de janeiro do ano-calendário. Exceção: empresa nova, que escolhe o regime na abertura. Outra exceção: desenquadramento obrigatório (Simples passou de R$ 4,8M; Presumido passou de R$ 78M) — nesse caso a empresa migra para Lucro Real no ano seguinte com obrigação de comunicar à Receita.

Lucro Real é só pra grande empresa?

Não, é só obrigatório para empresas com receita > R$ 78M ou setores específicos. Para empresas menores, é opção — e às vezes a melhor. Quem tem margem real abaixo da presunção do Presumido (ex: serviços com margem 18% versus presunção 32%) ou tem créditos significativos de PIS/COFINS sobre insumos costuma se beneficiar do Real mesmo com receita de R$ 1-5M anuais. Custo contábil é maior (ECD, ECF, LALUR) mas vale a pena quando a economia tributária supera o custo de manutenção.

Como calculo Fator R se ainda não tenho 12 meses?

Empresa nova usa o Fator R proporcional aos meses ativos. Se a empresa tem 4 meses de operação, Fator R = (folha desses 4 meses) ÷ (RBT12 estimada para 12 meses, anualizando). A Receita verifica trimestralmente — se em janeiro do ano seguinte o Fator R real cair abaixo de 28%, há recálculo retroativo do DAS para os meses em que a empresa estava no Anexo III mas não deveria. Para garantir, mantenha Fator R com folga (≥ 32%).

Para MEI, qual a diferença?

MEI é faixa especial do Simples Nacional, com limite de R$ 81 mil anuais e alíquotas fixas (não percentuais). É uma calc separada (DAS MEI 2026) — esta cobre empresa de pequeno e médio porte (a partir de R$ 180k de RBT12). Quando o MEI passa de R$ 81 mil, migra automaticamente para o Simples comum no Anexo aplicável da atividade.

Empresa nova: qual escolher?

A regra geral: receita projetada até R$ 1-2M e atividade simples → Simples Nacional. Receita projetada R$ 2-5M e margem alta (acima de 32% para serviços, 8% para comércio) → Lucro Presumido. Receita projetada > R$ 5M, ou margem baixa, ou créditos PIS/COFINS expressivos → Lucro Real. Mas rode os 3 cenários antes de assinar — projeção otimista de receita pode levar a regime errado.

E se eu tenho atividades mistas (comércio + serviço)?

No Simples, cada atividade tem seu CNAE e enquadramento — comércio no Anexo I, serviço no Anexo III ou V conforme Fator R. O DAS é calculado proporcionalmente à receita de cada atividade. No Presumido e Real, a presunção/cálculo é unificado por receita total — não separa por atividade. Para empresa com atividades muito desequilibradas (ex: 90% serviço + 10% comércio), considere se vale separar em duas pessoas jurídicas.

Holding paga qual regime?

Holding pura (que só recebe dividendos de coligadas e administra patrimônio) tipicamente vai para Lucro Presumido com presunção de 32% (atividade administradora de bens próprios). Mas dividendos recebidos são isentos para a holding (Lei 9.249/95 art. 10) até 2025; com a Lei 15.270/2025, a holding pessoa física precisa avaliar IRPFM. Tema complexo — consulte advogado tributário especializado em planejamento sucessório.

Reforma Tributária vai acabar com Simples?

Não. A LC 214/2025 (Reforma Tributária) preservou o Simples Nacional. O que muda é que IBS e CBS terão regime opcional dentro ou fora do DAS. Empresa Simples que vende para PJ e quer dar crédito de IBS+CBS ao cliente pode optar por sair desses tributos do DAS e cobrar separadamente. Empresa que vende para consumidor final mantém o regime tradicional do Simples. A decisão é caso a caso e deve ser revisada anualmente até 2033 quando o IVA Dual estiver pleno.

Por que TRF4 suspendeu LC 224/2025?

O TRF4, na tutela antecipada do AI 5005618-75.2026.4.04.0000 (mar/2026), suspendeu a aplicação da majoração para o autor por argumento de violação à anterioridade nonagesimal e à isonomia tributária. Outras decisões similares estão saindo. O STF não decidiu definitivamente, mas a tendência é que a controvérsia escale. Por isso a calc aplica a regra mas sinaliza explicitamente — empresa pode optar por litigar com chance razoável de sucesso.

Posso usar essa calc pra empresa nova sem histórico?

Sim, com cuidado. Use sua melhor projeção de receita anual e folha. Para empresa nova de serviços profissionais que sabe que vai ter Fator R alto desde o início, simule com Fator R em 30%. Para comércio sem histórico, simule com margem real conservadora (10-15%). A calc dá um número comparativo, não o número definitivo. No primeiro ano, recalcule trimestralmente e ajuste no segundo ano se a realidade divergir muito da projeção.

Sources & references

Cross-check every number in this calculator against the primary sources below.

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